
A Swans finda o hiato de treze anos que vinha se formando desde o lançamento de Soundtracks For The Blind, em 1996, álbum que serviu como prelúdio para a turnê de despedida da banda. Michael Gira reuniu antigos membros da Swans e alguns distintos convidados para gravarem My Father Will Guide Me Up a Rope To The Sky. Dentre os convidados encontramos Devendra Banhart e Grasshopper (pseudônimo de Sean Mackowiak da banda Mercury Rev). A serenidade dança inclemente reexaminando de modo sardônico a anatomia pungente do corpo sonoro criado pelos Swans em seu último trabalho. A filha de Gira, com apenas 3 anos de idade, faz uma participação no álbum cantando uma parte de You Fucking People Make Me Sick junto com o Devendra Banhart. Para a tristeza de muitos a Jarboe não está na lista dos antigos membros da banda convidados para gravar o álbum.
http://www.mediafire.com/?8hlxarlw46k3322
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30 de set. de 2010
Swans - My Father Will Guide Me Up A Rope To The Sky
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26 de set. de 2010
Dilute - Grape Blueprints Pour Spinach Olive Grape

Os californianos da Dilute lançaram em 2001 o álbum considerado por muitos seu magnum opus: Grape Blueprints Pour Spinach Olive Grape. Certamente a voz nasalada de Marty Anderson com um leve acréscimo de drive nos falsetes e um instrumental, com melindrosos e brandos bpms, composto pelas guitarras com brilho enfático de Anderson e Ian Pellicci, o baixo precisamente comedido de Colla e a bateria convulsivamente etérea de Jay Pellicci tornam a Dilute uma banda especial dentre tantas outras do gênero math rock ao qual os músicos eram associados. De modo geral as composições de Grape Blueprints Pour Spinach Olive Grape são mais esótericas do que as do primeiro álbum da banda The Gypsy Valentine Curve. Há uma sensação de serenidade incrustada nas faixas somada com leves espamos de agressividade, causando uma impressão ora melancólica ora jubilosa. Um pouco tempos depois do lançamento Marty Anderson foi diagnosticado com Doença de Crohn e a banda encerrou as suas atividades. Após o término, os outros membros participaram de outras bandas como 31knots, Crime in Choir e até mesmo do projeto solo de Anderson, Okay, iniciado após a sua melhora.
http://www.mediafire.com/?26qbn0cqjf6zrjk
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13 de set. de 2010
The Durutti Column - Dry
Durutti Column é uma banda inglesa lançada pela lendária gravadora independente Factory. Tal gravadora foi responsável por uma verdadeira revolução na música pop ao longo dos anos 80.
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26 de ago. de 2010
Nick Drake - Bryter Layter
Nick Drake nasceu em 19 de junho de 1948 em Rangum na antiga Birmânia e morreu no dia 25 de novembro de 1974 de uma overdose do medicamento antidepressivo amitriptyline na casa de seus pais. Drake, quando criança, foi incetivado pela mãe a aprender a tocar piano, na época em que estudou na escola Marlborough pode aprender a tocar clarinete e saxophone, ainda na escola um amigo o ensinou a tocar violão, instrumento que o acompanhou durante toda a carreira. Aos 20 anos assinou com o selo Island Record e lançou seu primeiro álbum Five Leaves Left em 1969. Bryter Later foi lançado um ano depois e o seu último álbum, pink moon, em 1972. Bryter Later conta com a presença de alguns integrantes da banda Fairport Convention(Dave Pegg no baixo e Dave Mattacks na bateria) e de John Cale (que tocou viola e cravo na faixa Fly e celesta, piano e orgão em Nothern Sky) na gravação do álbum. Bryte Later apresenta vários traços de arranjos de jazz na composição das músicas, traço que inclusive foi criticado na época pelo jornal inglês de música Melody Maker, que descreveu o álbum como "uma mistura de folk e uma desagradável fusão jazzística", e ao mesmo tempo elogiado pelo o jornal semanal de música Record Mirror que se referiu a Drake como como "um ótimo violonista, límpido, e acompanhado com suaves e maravilhosos arranjos".
Nenhum álbum de Drake foi um sucesso comercial na época, o Bryter Layter, por exemplo, vendeu menos de 3 mil cópias.Poucos foram os concertos, eles eram geralmente breves, desagradáveis, e sem a atenção do público. Drake parecia disposto apenas a tocar as suas canções e raramente abordava sua platéia. Como muitas de suas canções necessitavam de uma afinação diferente, ele parava o concerto entre uma música e outra para afinar seu instrumento e depois tocava a próxima canção. Bryter Layter começa com uma introdução instrumental com violão, cordas e percussão e termina com Sunday, outra faixa instrumental, com uma instrumentação um pouco diferente: além de violão, cordas e percussão, há também uma flauta e um orgão. Situadas entre estas duas elegantes faixas instrumentais, as faixas restantes são todas insufladas pelos suaves vocais de Drake, evocando uma atmosfera calma e enigmática. Ha pouco espaço para o óbvio apelativo apesar da simplicidade de suas músicas. Bryter Layter é visto como o álbum com as canções mais otimistas de Nick Drake.
http://www.mediafire.com/?iieug5jrjecwq3j
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6 de mai. de 2010
xCarahterx - O intenso desespero sobre a decadência humana
Ontem, ao mexer nas minhas coisas, encontrei muito material interessante. Curiosamente, também ontem, numa conversa de bar, falávamos sobre coisas boas da cena HC/punk/metal do Brasil, então lembrei do nome Carahter, que durante muito tempo considerei, "a banda" no Brasil.
Possuidores de um nível técnico elevado, que se evidencia através de referências ao Neurosis e Isis, xCarahterx fez algo realmente novo na cena na nacional, recebendo destaque em revistas especializadas (Rock Bridage e Road Crew em 2001), e também, por ocasião do lançamento de sua primeira demo, do caderno Folha Teen, da Folha de São Paulo.
D.D.
http://www.mediafire.com/?mnmjnntngon
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21 de abr. de 2010
Nuno Mindelis - Texas Bound
Recentemente, tive conhecimento de dois dos principais nomes do blues nacional: Flávio Guimarães e Nuno Mindelis. Há alguns dias, fiz uma postagem sobre o primeiro no outro blog que organizo, o Jossa Blog, já citado anteriormente. Todavia, não apresentei nada do segundo artista. A fim de não deixá-lo esquecido e mostrar alguma contribuição neste blog após um bom tempo, apresento a obra Texas Bound.
Nuno Mindelis nasceu na Angola. Contudo, uma vez que mora há muitos anos no Brasil, apresenta-se como um guitarrista brasileiro. Já rodou o mundo inteiro divulgando seu trabalho, chegando a tocar com o Double Trouble e Stevie Ray Vaughan por um período. Texas Bound é o segundo álbum de Nuno e conta, conforme podemos ler na capa, com o baixista Tommy Shannon e o baterista Chris Layton. Só esclarecendo: estes são os membros fundadores do Double Trouble; e esta, por sua vez, foi a banda de apoio de Stevie Ray Vaughan.
Enfim, dá pra perceber que o rapaz não é pouca coisa mesmo!!! Espero que curtam...
-V.S.-
http://www.mediafire.com/?ytyidfnf2jv
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1 de abr. de 2010
Katatonia - Dance of December Souls
Ontem estive numa festa na casa de outro bolorento daqui (V.S.), em algum momento da festa iniciou-se uma discussão sobre gêneros e sub-gêneros de metal, até que o nome do doom metal foi tocado.
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25 de mar. de 2010
Geraldo Vandré - Canto Geral
Após um tempo afastado do bolor, retorno com um dos mais brilhantes compositores da música popular brasileira, Geraldo Vandré.
"Me pediram pra deixar de lado toda a tristeza, pra só trazer alegrias e não falar de pobreza. E mais, prometeram que se eu cantasse feliz, agradava com certeza. Eu que não posso enganar, misturo tudo o que vivo. Canto sem competidor, partindo da natureza do lugar onde nasci. Faço versos com clareza, à rima, belo e tristeza. Não separo dor de amor. Deixo claro que a firmeza do meu canto vem da certeza que tenho, de que o poder que cresce sobre a pobreza e faz dos fracos riqueza, foi que me fez cantador." (Geraldo Vandré - Terra Plana).
Recomendo ouvir também o grupo Quarteto Novo.
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24 de jan. de 2010
Flora Purim - Open your eyes, you can fly
Há alguns meses, fiz uma postagem em outro blog que também organizo, Jossa Blog, apresentando uma excelente cantora brasileira, que infelizmente nunca alcançou fama no país: Flora Purim. Hoje, atendendo a pedidos, disponibilizo aqui uma de suas melhores obras: Open your eyes, you can fly.
Flora Purim iniciou sua carreira com os artistas da bossa nova. Todavia, não obteve grandes resultados em tal estilo. Anos depois, acompanhada de seu marido Airto Moreira, viajou para os Estados Unidos e investiu em sua carreira no jazz. No exterior, o ritmo de suas canções, carregadas de batidas latinas, encantou milhões de pessoas, tornando Flora uma das melhores cantoras de jazz e permitindo que ela ganhasse vários prêmios pelo seu trabalho.
Tal reconhecimento não se deu sem motivos obviamente: detentora de uma belíssima voz, Flora Purim sempre buscou os melhores músicos para acompanhá-la. Além de Airto Moreira, que a acompanha desde seu segundo trabalho, Flora já foi acompanhada por outros grandes nomes: Dom Um Romão, J. T. Meirelles, Rosinha de Valença, Wagner Tiso, Stanley Clarke, Carlos Santana, Jaco Pastorius etc.
O álbum aqui apresentado não é exceção. Entre os músicos que participam de tal obra, podemos citar: Ron Carter, David Amaro, George Duke, Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti e, é claro, Airto Moreira. Na verdade, temos aqui um grupo de músicos que se conhecem bastante; os mesmos já haviam participado, em conjunto, de diversas outras obras. Tal interação permitiu que todos os trabalhos realizados pelo grupo alcançassem uma alta qualidade, garantindo o sucesso destes no exterior.
-V.S.-
http://www.mediafire.com/?kdo2q1mzy1z
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21 de jan. de 2010
Jagga Jazzist - One-Armed Bandit
Jagga Jazzist é um coletivo sonoro Noruêgues, encabeçado pelos irmãos Martin e Lars Horntveth ( que também participam da banda norueguesa The National Bank), que mistura um pouco de jazz, com um pouco de música eletrônica e com um pouco de rock. A banda Jagga Jazzist costuma ser associada ao rótulo "nu jazz", que surgiu quando alguns jazzistas nos anos setenta, entre eles: Herbie Hancock e Miles Davis, começaram a misturar elementos eletrônicos ao Jazz. É da fusão destes três estilos musicais, que se decantaram e se mistuaram tanto com o passar do tempo, que os Jagga plasmaram sua sonoridade. A evolução não linear destes três segmentos da música, sobretudo do jazz, nos deixam reticentes quanto às condições de possibilidade de uma taxação precisa. Podemos até dizer que esses segmentos se ramificaram em forma de leque em vários momentos da história, propocionando uma sensação de desorientação ao percebermos a presença concomitante de conjuntos musicais/músicos situados num mesmo período e agrupados sob a mesma etiqueta e que soam de modo tão diverso. O que nos permite amontoar um bocado de coisas sob o mesmo conjuto ? Se os seus epifenômenos são inacessíveis, que intuição é essa que tenho ao agrupá-los? Que relação entre uno e múltiplo permite tal expansão?
http://hotfile.com/dl/25174527/dfeaa6f/ondearmedbandit.zip.html
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16 de jan. de 2010
John Coltrane - Om
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11 de jan. de 2010
Lotus Eaters - Mind Control for Infants

Segundo álbum da banda formada pelo trio: Aaron Turner, Stephen O'Malley e James Plotkin. Mind Control for Infants, lançado em 2002 pelo selo Neurot Recordings, é resultado de uma aspiração por uma expressividade inserida nos campos da música eletroacústica. A liberdade de timbres possibilitada pela música eletroacústica surge no trabalho do trio de modo lento, como as mudanças que ocorrem nos matizes de cores do céu durante o ocaso. Talvez seja um portefólio interessante para sinestésicos.
http://hotfile.com/dl/23848965/0dd36e3/Lotus_Eaters_-_Mind_Control_For_Infants.rar.html
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4 de dez. de 2009
Pierre Boulez - Répons e Dialogue de l'ombre double
Esses trabalhos do Boulez são marcados por um experimentalismo que os aproxima de elementos eletrônicos e exploram novas técnicas acústicas. Para alcançar esse objetivo, contou então com a ajuda do IRCAM (Institut de Recherche et Coordination Acoustique/Musique).
Répons fora bastante elogiado como um dos mais significativos e originais projetos musicais do século passado, pois tem como característica uma forte ligação entre elementos eletrônicos e acústicos e sintetiza o forte caráter avant-garde da obra de Boulez.
-D.D-
http://rapidshare.com/files/315923274/Boulez_repons_-_Dialogue_de_l_ombre_double_mp3.rar.html
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24 de nov. de 2009
Frédéric Chopin - Polonaises
Dando continuidade a 'mini-série' proposta de música erudita aqui no Bolor e aproveitando a oportunidade de comemorar a nossa centésima postagem, expomos aqui as famosas 'Polonesas' de Chopin, por um de seus mais competentes e premiados interpretes, o italiano Maurizio Pollini.
Composta por Chopin num contexto histórico de fomentação da resistência contra a invasão do antigo império russo à Polônia, sua terra natal, observamos essa intenção patriota do autor nos nomes das mais famosas composições deste trabalho, a saber, a polonaise em lá maior Op. 40 N° 1 e a polonaise em lá bemol maior Op. 53 conhecidas respectivamente como 'Militar' e 'Heróica'.
Como homenagem a centésima postagem escolhemos Chopin por ser frequentemente apontado como o ponto mais elevado do romantismo e reconhecido como gênio da música universal, como se nota nas palavras de Robert Schumann, "Chapéus ao alto, cavalheiros! Um gênio."
-D.D.-
http://rapidshare.com/files/311377503/Frederic_Chopin_-_Polonaises_-_Maurizio_Pollini_-_1976.rar.html
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23 de nov. de 2009
Zs - Music of the Modern White

Esse mini álbum dos Zs foi certamente uma das coisas mais interessantes que tive a oportunidade de ouvir entre as coisas lançadas nesse ano. O minimalismo de Music of the Modern White é belamente computado e intenso, permeado por interessantes nuances timbrísticas. Os Zs propõem um belo passeio nos lugares mais remotos dos campos harmônicos à despeito do curto espaço de tempo, o passeio é todo estranhamente tonal acompanhado por interessantes ruídos. No Music of the modern white os Zs realizaram uma exploração de timbres maior em relação às realizadas nos álbuns predecessores é também notável uma preocupação mais acentuada em relação à construção de texturas harmônicas. Os Zs não experimentam como cientistas em busca de um objeto que se coadune à lei da causa e efeito, mas como músicos que pretendem explorar outras possibilidades do som. Afinal, o próprio emprego do termo experimental ao referir-se a arte revela uma atribuição vazia e inautêntica à tarefa empreendida pelo artista. Porque a arte não é busca num sentido científico investigativo, não é possível buscar resultados baseados em testes, não faz sentido para a arte tal pretensão porque o conhecimento que temos de suas realizações é claro mas nunca pode ser inteligível num sentido técnico e científico. Há experimentos no processo de criação de qualquer obra de arte, mas o experimento por si só jamais garantirá o resultado na criação de uma obra artística. O experimento fica restrito ao nível de experimento, é só uma etapa, não o resultado.
http://hotfile.com/dl/18416580/e7f7837/music_of_the_modern_white.zip.html
-Biu-
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18 de nov. de 2009
Johannes Brahms - Serenades n° 1 & 2
Poucos dias atrás recebi um pedido de um amigo (Jefferson) pra compartilhar também um pouco de música erudita. Confesso que ao consultar meu arquivo não vi muitas, mas isso serviu para voltar a pesquisá-las. Brahms é há muito tempo um dos meus compositores preferidos e com ele iniciarei esta 'mini-série' de música clássica no Bolor. Harmonioso, sereno, sublime, suas músicas são algumas das mais maravilhosas composições de todos os tempos, tanto que é um dos maiores gênios musicais da história. Referência em se tratando de Romântismo, esse álbum é regido pelo condutor australiano Sir Charles Mackerras acompanhado pela orquestra nacional da Escócia, a Scottish Chamber Orquestra. Apreciem bem.
-D.D.-
http://rapidshare.com/files/308921825/Johannes_Brahms_-_Serenades_Nos._1___2_-_SCO__Mackerras.rar.html
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15 de nov. de 2009
Barbatuques - Corpo do som
A postagem anterior me fez lembrar de outro grupo envolvido em pesquisas musicais. Contudo, enquanto o grupo Rumo fazia pesquisas ligadas à música popular e exploravam o emprego da voz, Barbatuques realiza pesquisas ligadas a percussão corporal. Iniciado em 1995, a partir de brincadeiras do músico Fernando Barba, na tentativa de extrair o máximo de sons de seu corpo, o grupo apresentou rápido progresso, transformando-se em um grupo de pesquisa. Corpo do som é o primeiro álbum gravado pelo grupo. Lançado em 2002, este disco mostra várias possibilidades de música com o próprio corpo. Em algumas faixas, o grupo conta com a participação de instrumentos, mas toda a percussão tem origem no corpo de seus próprios membros.
Atualmente, Barbatuques realiza apresentações ao redor do mundo e é tido como referência em percussão corporal. Também participa de vários projetos pedagógicos ligados a escolas e empresas, tentando sempre aperfeiçoar as técnicas desenvolvidas. Sem dúvida, é um trabalho bastante interessante!
-V.S.-
http://www.mediafire.com/?jzdz4tnzzdz
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14 de nov. de 2009
Rumo - Ao Vivo
_Grupo_Rumo_-_Rumo_Ao_Vivo.jpg)
O grupo Rumo começou em 1974 e no início se chamava "Rumo e Música Popular", suas atividades foram associadas ao movimento "vanguarda paulista". Penso que poucos grupos se dedicaram tanto quanto o Rumo a pensar sobre a música popular; chegando a fazer análises sobre as relações entre voz falada, voz percusiva e voz cantada, reflexões sobre a entoação nas canções populares e a relação entre as letras das canções e o cotidiano; tudo isso era usado como matéria prima para compor pelos integrantes do grupo Rumo, cujo membro mais expressivo no quesito composição é o Luiz Tatit. A grande maioria das músicas do disco "Ao Vivo" são inéditas e isso me surpreendeu desde a primeira vez que o escutei pelo seguinte motivo: pouquíssimos músicos que já possuem alguns anos de carreira se arriscariam a fazer um show com apenas 1 ou 2 músicas que não fossem inéditas. Esse foi o último álbum de músicas que não saíram a lume gravado pelo Rumo, depois alguns de seus integrantes enveredaram pelo mundo das carreiras solo.
http://hotfile.com/dl/17571843/c68fe33/Grupo_Rumo_-_(1992)_Rumo_Ao_Vivo.zip.html
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13 de nov. de 2009
Krallice - Dimensional Bleedthrough
Novo álbum do projeto composto por Mick Barr e Colin Marston. Os dois guitarristas começaram o Krallice com o intuito de alçar edifícios sonoros inspirados na estética do Black Metal. Já atestamos no primeiro álbum que o resultado da empreitada deles transcedeu os liames de uma estética que em seu início acrescentou à velha linguagem dos power chords ( quintas e mais quintas paralelas ) um primitivo uso do contraponto de primeira espécie em ostinato na composição dos riffs, mais acentuadamente focado nas terças maiores e menores, o Krallice expandiu o primitivo uso do contraponto de primeira espécie no black metal de uma forma interessante para o desenvolvimento do estilo. Nesse novo álbum, o Krallice continua explorando os arredores do contraponto de primeira espécie de modos diversos. O uso de pausas mais enfáticas no desenvolvimento de Autochthon revela uma distância em relação ao primeiro álbum, no qual parece haver pouco espaço para o silêncio depois que o barulho já estabeleceu sua soberania. Resumindo: o Krallice continua "a pulsar entre a vigília e o sono" ( trecho roubado de Fernando Pessoa), com arquiteturas sônicas cujas portas nos permitem ir para o mais longe possível.
http://hotfile.com/dl/17401536/e9f655f/dimensionalbleedthroughpart1.zip.html
http://hotfile.com/dl/17464768/0d767f3/dimensionalbleedthroughpart2.zip.html
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11 de nov. de 2009
Bill Evans Trio - Waltz For Debby

Semana passada ocorreu aqui no Recife um evento de jazz, o Recife Jazz Festival. Durante o festival lembrei de uma música que gostava muito e que há muito não ouvia. Para aproveitar o tema resolvi postá-la com o álbum de origem. O nome da música está no título deste álbum, Waltz For Debby, uma das canções mais belas do jazz, ao menos pra mim. Este trabalho foi lançado em 1961 por Bill Evans, um dos grandes nomes do jazz piano. Certamente este compositor influênciou grandes nomes do estilo e se não é tão conhecido como outros monstros do gênero (no bom sentido, claro) trata-se de um descuido que agora pode ser facilmente resolvido. Bom divertimento.
http://www.mediafire.com/?nevdmytwuwy
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