24 de nov de 2009

Frédéric Chopin - Polonaises

Dando continuidade a 'mini-série' proposta de música erudita aqui no Bolor e aproveitando a oportunidade de comemorar a nossa centésima postagem, expomos aqui as famosas 'Polonesas' de Chopin, por um de seus mais competentes e premiados interpretes, o italiano Maurizio Pollini.

Composta por Chopin num contexto histórico de fomentação da resistência contra a invasão do antigo império russo à Polônia, sua terra natal, observamos essa intenção patriota do autor nos nomes das mais famosas composições deste trabalho, a saber, a polonaise em lá maior Op. 40 N° 1 e a polonaise em lá bemol maior Op. 53 conhecidas respectivamente como 'Militar' e 'Heróica'.

Como homenagem a centésima postagem escolhemos Chopin por ser frequentemente apontado como o ponto mais elevado do romantismo e reconhecido como gênio da música universal, como se nota nas palavras de Robert Schumann, "Chapéus ao alto, cavalheiros! Um gênio."

-D.D.-

http://rapidshare.com/files/311377503/Frederic_Chopin_-_Polonaises_-_Maurizio_Pollini_-_1976.rar.html

23 de nov de 2009

Zs - Music of the Modern White



Esse mini álbum dos Zs foi certamente uma das coisas mais interessantes que tive a oportunidade de ouvir entre as coisas lançadas nesse ano. O minimalismo de Music of the Modern White é belamente computado e intenso, permeado por interessantes nuances timbrísticas. Os Zs propõem um belo passeio nos lugares mais remotos dos campos harmônicos à despeito do curto espaço de tempo, o passeio é todo estranhamente tonal acompanhado por interessantes ruídos. No Music of the modern white os Zs realizaram uma exploração de timbres maior em relação às realizadas nos álbuns predecessores é também notável uma preocupação mais acentuada em relação à construção de texturas harmônicas. Os Zs não experimentam como cientistas em busca de um objeto que se coadune à lei da causa e efeito, mas como músicos que pretendem explorar outras possibilidades do som. Afinal, o próprio emprego do termo experimental ao referir-se a arte revela uma atribuição vazia e inautêntica à tarefa empreendida pelo artista. Porque a arte não é busca num sentido científico investigativo, não é possível buscar resultados baseados em testes, não faz sentido para a arte tal pretensão porque o conhecimento que temos de suas realizações é claro mas nunca pode ser inteligível num sentido técnico e científico. Há experimentos no processo de criação de qualquer obra de arte, mas o experimento por si só jamais garantirá o resultado na criação de uma obra artística. O experimento fica restrito ao nível de experimento, é só uma etapa, não o resultado.



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-Biu-

18 de nov de 2009

Johannes Brahms - Serenades n° 1 & 2

Poucos dias atrás recebi um pedido de um amigo (Jefferson) pra compartilhar também um pouco de música erudita. Confesso que ao consultar meu arquivo não vi muitas, mas isso serviu para voltar a pesquisá-las. Brahms é há muito tempo um dos meus compositores preferidos e com ele iniciarei esta 'mini-série' de música clássica no Bolor. Harmonioso, sereno, sublime, suas músicas são algumas das mais maravilhosas composições de todos os tempos, tanto que é um dos maiores gênios musicais da história. Referência em se tratando de Romântismo, esse álbum é regido pelo condutor australiano Sir Charles Mackerras acompanhado pela orquestra nacional da Escócia, a Scottish Chamber Orquestra. Apreciem bem.

-D.D.-

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15 de nov de 2009

Barbatuques - Corpo do som

A postagem anterior me fez lembrar de outro grupo envolvido em pesquisas musicais. Contudo, enquanto o grupo Rumo fazia pesquisas ligadas à música popular e exploravam o emprego da voz, Barbatuques realiza pesquisas ligadas a percussão corporal. Iniciado em 1995, a partir de brincadeiras do músico Fernando Barba, na tentativa de extrair o máximo de sons de seu corpo, o grupo apresentou rápido progresso, transformando-se em um grupo de pesquisa. Corpo do som é o primeiro álbum gravado pelo grupo. Lançado em 2002, este disco mostra várias possibilidades de música com o próprio corpo. Em algumas faixas, o grupo conta com a participação de instrumentos, mas toda a percussão tem origem no corpo de seus próprios membros.
Atualmente, Barbatuques realiza apresentações ao redor do mundo e é tido como referência em percussão corporal. Também participa de vários projetos pedagógicos ligados a escolas e empresas, tentando sempre aperfeiçoar as técnicas desenvolvidas. Sem dúvida, é um trabalho bastante interessante!

-V.S.-

http://www.mediafire.com/?jzdz4tnzzdz

14 de nov de 2009

Rumo - Ao Vivo


O grupo Rumo começou em 1974 e no início se chamava "Rumo e Música Popular", suas atividades foram associadas ao movimento "vanguarda paulista". Penso que poucos grupos se dedicaram tanto quanto o Rumo a pensar sobre a música popular; chegando a fazer análises sobre as relações entre voz falada, voz percusiva e voz cantada, reflexões sobre a entoação nas canções populares e a relação entre as letras das canções e o cotidiano; tudo isso era usado como matéria prima para compor pelos integrantes do grupo Rumo, cujo membro mais expressivo no quesito composição é o Luiz Tatit. A grande maioria das músicas do disco "Ao Vivo" são inéditas e isso me surpreendeu desde a primeira vez que o escutei pelo seguinte motivo: pouquíssimos músicos que já possuem alguns anos de carreira se arriscariam a fazer um show com apenas 1 ou 2 músicas que não fossem inéditas. Esse foi o último álbum de músicas que não saíram a lume gravado pelo Rumo, depois alguns de seus integrantes enveredaram pelo mundo das carreiras solo.
http://hotfile.com/dl/17571843/c68fe33/Grupo_Rumo_-_(1992)_Rumo_Ao_Vivo.zip.html

-Biu-

13 de nov de 2009

Krallice - Dimensional Bleedthrough

Novo álbum do projeto composto por Mick Barr e Colin Marston. Os dois guitarristas começaram o Krallice com o intuito de alçar edifícios sonoros inspirados na estética do Black Metal. Já atestamos no primeiro álbum que o resultado da empreitada deles transcedeu os liames de uma estética que em seu início acrescentou à velha linguagem dos power chords ( quintas e mais quintas paralelas ) um primitivo uso do contraponto de primeira espécie em ostinato na composição dos riffs, mais acentuadamente focado nas terças maiores e menores, o Krallice expandiu o primitivo uso do contraponto de primeira espécie no black metal de uma forma interessante para o desenvolvimento do estilo. Nesse novo álbum, o Krallice continua explorando os arredores do contraponto de primeira espécie de modos diversos. O uso de pausas mais enfáticas no desenvolvimento de Autochthon revela uma distância em relação ao primeiro álbum, no qual parece haver pouco espaço para o silêncio depois que o barulho já estabeleceu sua soberania. Resumindo: o Krallice continua "a pulsar entre a vigília e o sono" ( trecho roubado de Fernando Pessoa), com arquiteturas sônicas cujas portas nos permitem ir para o mais longe possível.

http://hotfile.com/dl/17401536/e9f655f/dimensionalbleedthroughpart1.zip.html

http://hotfile.com/dl/17464768/0d767f3/dimensionalbleedthroughpart2.zip.html

-Biu-

11 de nov de 2009

Bill Evans Trio - Waltz For Debby


Semana passada ocorreu aqui no Recife um evento de jazz, o Recife Jazz Festival. Durante o festival lembrei de uma música que gostava muito e que há muito não ouvia. Para aproveitar o tema resolvi postá-la com o álbum de origem. O nome da música está no título deste álbum, Waltz For Debby, uma das canções mais belas do jazz, ao menos pra mim. Este trabalho foi lançado em 1961 por Bill Evans, um dos grandes nomes do jazz piano. Certamente este compositor influênciou grandes nomes do estilo e se não é tão conhecido como outros monstros do gênero (no bom sentido, claro) trata-se de um descuido que agora pode ser facilmente resolvido. Bom divertimento.

http://www.mediafire.com/?nevdmytwuwy

5 de nov de 2009

Joan Baez - One day at a time

Dona de uma das mais belas vozes do mundo, Joan Baez fez grande sucesso principalmente entre as décadas de 60 e 70. Foi a atração principal da sexta-feira no Festival de Woodstock e é considerada ainda hoje uma das maiores intérpretes das músicas de Bob Dylan. Também se destacou bastante por suas interpretações de músicas populares americanas. One day at a time foi lançado em 1970, um ano após sua apresentação no grande festival acima citado, e traz alguns de seus principais sucessos, inclusive 'Sweet Sir Galahad'. Sem dúvida, trata-se de um dos maiores nomes do folk music.



http://www.mediafire.com/?erc4mod2emj